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sábado, novembro 11, 2006

The End

This is the end, beautiful friend
This is the end, my only friend
The end of our elaborate plans
The end of everything that stands
The end

(...)

Jim Morrison

segunda-feira, setembro 11, 2006

11 de Setembro 1973

ALLENDE SEMPRE!

sábado, agosto 19, 2006

arte musica


Musica enquanto objecto de arte.

segunda-feira, julho 17, 2006

Para além do começo

Praga, Rep. Checa

Por onde vais? Subir... descer. Encontrar-te a meio caminho. Percorrer a distância que nos separa. E se de repente a minha mão tocasse na tua?

segunda-feira, julho 03, 2006

Porque gosto de poesia

SONETO DO AMOR TOTAL

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude

Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.


V. de Moraes

Porque gosto de faróis


Farol de Santa Marta, Cascais

Porque gosto de Jorge de Sena


Jardim dos Poetas, Oeiras

terça-feira, junho 13, 2006

Foto Central

Foto António Nunes
A estrada que não existe
percorre todos os caminhos.
Basta acreditar que ainda existe a possibilidade de felicidade.
Está ali mesmo, por detrás daquela montanha.
Vamos, agarra-a, é tua.

domingo, abril 23, 2006

Notícia

Sam Riley é o nome do actor que fará de Ian Curtis no aguardado biopic Control. Samantha Morton fará o papel da mulher de Curtis, Deborah, e a actriz romena Alexandra Maria Lara vestirá o papel de Annik Honoré, a amante de Curtis.
Entretanto os New Order preparam-se para gravar algumas musicas dos Joy Division que farão parte da banda sonora do filme.
Temos então, um realizador, Anton Corbijn, que é fotografo, um produtor, Tony Wilson, que levou a Factory à falência, uns New Order a gravarem Joy Division, e ainda um elenco de ilustres desconhecidos, que neste caso até aprecio.
A esperar então para ver, ou não.

Blog

Este blog parece-se um pouco com uma namorada que tive, que de 15 em 15 dias me deixava, para logo, uns dias mais tarde, voltar. Até que um dia partiu e nunca mais regressou.
Ma eu não vou partir, virei aqui menos é certo, também porque os assuntos se vão esgotando e a vontade neste momento não é muita. Ainda assim estarei sempre presente, embora mais espaçadamente.

quarta-feira, março 29, 2006

Beckett


"O fim está no começo, e no entanto continua-se"

segunda-feira, março 27, 2006

poema



Foto: António Nunes

Onde quer que esteja

Onde quer que esteja, em qualquer lugar
na Terra, escondo dos outros a certeza de
que n ã o s o u d a q u i.
Como se tivesse sido enviado para absorver
o máximo das cores, sons, cheiros, sabores,
provar de tudo o que é
reservado ao Homem, converter o vivido
num registo mágico e levá-lo para lá, de onde
parti.

Czeslaw Milosz

segunda-feira, março 20, 2006

Uma vez mais


«Sabe Deus» diz Windisch, «para que é que elas existem, as mulheres.» O guarda-nocturno encolhe os ombros: «Para nós é que não» diz ele. «Nem para mim, nem para ti. Não sei para quem.» O guarda-nocturno faz uma festa ao cão. «E as filhas», diz Windisch, «sabe Deus, também elas se tornam mulheres.»

Herta Müller, in O homem é um grande faisão sobre a terra

terça-feira, março 14, 2006

E a Terra gira


A Alemanha declarou Guerra à Rússia.
À tarde fui nadar.

Franz Kafka, Diário 1914

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

A cidade desaparece

Foto: António Nunes

Cruzo a minha alma com a tua
Trespasso a fronteira
Olho em teus olhos escuros
E parto, silenciosamente caminho…

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Para lá do horizonte







A cidade abranda
marca-me escrito a fogo

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

ao correr do tempo...


Posted by Picasa foto nuno s.

Não existes – és um fantasma e mais nada. Só eu existo no mundo. Mesmo desgraçado, me sinto existir como nunca. A tua imagem é uma sombra que me persegue e arredo. Agora sou só e livre – só e desesperado.

Raul Brandão, Húmus


Naquele quarto de hotel, abandonado aos meus pensamentos mais ignóbeis, quis ter-te só para mim, sabendo contudo que o teu amor era a prazo.
Enganei-me, procurando o futuro.
E o que fazer? Maldita a hora em que nos cruzámos debaixo daquela chuva intensa. Parados à espera. E o amor aconteceu, sóbrio, rápido, desconcertante. E maldita seja esta minha vontade de te ter todos os dias, desesperadamente, porque não olharei mais em teus olhos.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Um, dois...

O tornar-se um em vez de dois é a verdadeira expressão de uma antiga necessidade da humanidade.
A razão é que a natureza humana era originalmente una e nós éramos um todo,
e o desejo e a busca do todo recebe o nome de amor.

Platão - O Banquete

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Liberdade de expressão


Posted by Picasa

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Machado de Assis

Queriam-se, sempre se quiseram muito, apesar dos ciúmes que tinham um do outro, ou por isso mesmo. Desde namorada, ela exerceu sobre ele a influência de todas as namoradas deste mundo, e acaso do outro, se as há tão longe.

In Memorial de Aires

Sophia de Mello Breyner Andresen


Posted by Picasa


Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar

Duelo

Toco o teu crânio com dedos leves, mortificados pelo
medo. Tu dizes algo. A tua voz perde-se no oco de tubos,
fios a prumo, corpo adentro. Não percebo o que dizes.
Mudo é o dia e o teu dizer.

Luís Quintais, Duelo

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Volubilidade


Posted by Picasa

Pensem quais podem ser as razões básicas para o desespero. Cada um de vocês terá as suas. Proponho-vos as minhas: a volubilidade do amor, a fragilidade do nosso corpo, a opressiva mesquinhez que domina a vida social, a trágica solidão em que no fundo todos vivemos, os reveses da amizade, a monotonia e a insensibilidade que andam associadas ao costume de viver.

Henrique Vila-Matas

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Literatura como salvação

Não possuímos mais consciência do que a literatura,
que foi sempre a salvação dos condenados,
inspirou e guiou os amantes,
venceu o desespero,
e talvez consiga vir a salvar o mundo.

John Cheever

segunda-feira, janeiro 16, 2006

[!!!]



apesar da minha melancolia incompreensível

nunca consegui levar nada realmente a sério


- August Strindberg