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Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006

ao correr do tempo...


Posted by Picasa foto nuno s.

Não existes – és um fantasma e mais nada. Só eu existo no mundo. Mesmo desgraçado, me sinto existir como nunca. A tua imagem é uma sombra que me persegue e arredo. Agora sou só e livre – só e desesperado.

Raul Brandão, Húmus


Naquele quarto de hotel, abandonado aos meus pensamentos mais ignóbeis, quis ter-te só para mim, sabendo contudo que o teu amor era a prazo.
Enganei-me, procurando o futuro.
E o que fazer? Maldita a hora em que nos cruzámos debaixo daquela chuva intensa. Parados à espera. E o amor aconteceu, sóbrio, rápido, desconcertante. E maldita seja esta minha vontade de te ter todos os dias, desesperadamente, porque não olharei mais em teus olhos.

6 Comments:

At 11:59 PM, Blogger musalia said...

a liberdade será a prisão do desespero? ser livre é ter de acarretar com o peso das nossas escolhas.
por vezes o olhar do outro fere...
bjs.

 
At 1:08 AM, Anonymous Anónimo said...

Talvez não tenha muito a ver, mas...

"Não é o amor que interessa aos homens, mas as crenças naturais na capacidade de sentir."

"Antes do Degelo"
A. Bessa-Luís

... cada vez mais vou achando que sim! Pode ser que a Primavera mude isso:)

Beijo,
Elena

 
At 1:10 AM, Anonymous PhilStudio said...

Desesperante é a prisão a certas recordações (eu sei do que falo). Olha à tua volta... mas no presente. Vê o que te rodeia, mas sem correntes ligadas ao passado. Acredita, "the best is yet to come"...
Aquele abraço.

 
At 6:04 PM, Anonymous Benac, Margarida said...

Chegaste numa manhã de trabalho e despertaste em mim a curiosidade... parabéns!

 
At 9:10 AM, Anonymous Anónimo said...

best regards, nice info »

 
At 4:29 AM, Anonymous Anónimo said...

What a great site »

 

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